O garçom José de Oliveira Jesus, popularmente conhecido por Azeitona, conceituadíssimo na sociedade jacareiense, atuando há mais de 48 anos na profissão, foi vítima de um possível crime de racismo pelo padre Wendel RIbeiro, da Paróquia Nossa Senhora do Rosário localizada em São José de Campos, mas que durante muito tempo serviu na Paróquia do São João, em Jacareí, onde inclusive recebeu o título de Cidadão Benemérito concedido pela Câmara Municipal.


Os fatos, relatados pelo garçom, foram confirmados pelo proprietário da pizzaria que fica na região central de Jacareí. Outras testemunhas, entre funcionários e clientes, também presenciaram o ocorrido.
O caso ocorreu no último domingo, 18/07. O padre estava sozinho. Azeitona relata que o padre é cliente há algum tempo da pizzaria e tentava prestar o melhor atendimento, porém, em todas as ocasiões que passava por sua mesa, era tratado com menosprezo pelo pároco, que cabisbaixo, sempre o ignorava.
Já na parte final do jantar, quando o rodízio servia as pizzas doces, Azeitona disse que caprichou na pizza de banana, orientando o pizzaolo a fazer da maneira que o padre mais gostava. No entanto, para surpresa geral, o padre se levantou e foi se servir no balcão, onde disse a outro funcionário que não queria ser atendido por aquele “pretinho”, outras vezes, mencionando as palavras “negro” e “moreno”. Sentindo-se constrangido pelo acontecido, Azeitona foi levado, muito abalado, aos vestiários do restaurante, uma vez que nunca em sua vida profissional havia sido tratado daquela maneira.
Vendo a revolta de todos os clientes e funcionários, o pároco pagou a conta e deixou a pizzaria.
O proprietário do restaurante relatou ao Site de Jacareí que o padre era um cliente “difícil” de atender, sempre reclamando e tratando mal as pessoas. Disse, inclusive, que há algumas semanas atrás, tratou uma garçonete com desprezo pelo mesmo motivo.
O caso foi registrado na Polícia Civil como injúria e o garçom José de Oliveira Jesus ainda procura assistência judiciária para tratar do caso.
Procurado pelo Site de Jacareí, o padre não foi localizado em sua paróquia em São José dos Campos, tampouco retornou nossas ligações. A Diocese de São José dos Campos informou que o caso será apurado pelas instâncias competentes.
Em tempo: José de Oliveira Jesus não tem o apelido de Azeitona por causa do tom de sua pele. A história remonta ao tempo, em que ainda criança, comia escondido muitas azeitonas do tonel do bar do Sr. João de Brito, onde começou a trabalhar ainda criança.
Editado em 20/07, às 20h13

Jacareiense nascido em 1964, é pós-graduado em Negócios em Mídias Digitais, bacharel em Ciências Econômicas e Servidor do Judiciário Paulista. Ativo pesquisador da história da cidade, é autor do “Dicionário Ilustrado da Cidade”, criador do “Blog de Jacareí – Uma Viagem pelo Tempo” e do “Site de Jacareí – A Cidade em um Clique” além de administrador de grupos no Facebook como “Memórias de Jacarehy”, “Jacareí – Craques do Passado”, “Jacareí para o Mundo” e “Pelas Ruas de Jacarehy”, ferramentas virtuais de comunicação que permitem o aprendizado e o compartilhamento de histórias com seus mais de 60 mil seguidores.


Qual o nome do padre ?