Alfredo Henrique Oscar Schürig nasceu em Rio Claro (SP) em 11 de junho de 1884, filho de Oscar Schürig e de Maria Blummer Kuntgen, imigrantes alemães que chegaram a Jundiaí no século XIX. Relatos feitos pelo cronista Lourenço Diaféria conta que herr Schürig ganhava o sustento da família tocando piano à noite em bares de São Paulo. Seu filho, o jovem Alfredo, um “vendedor de praça”, teve mais sorte: ficou milionário após adquirir um bilhete premiado da Loteria do Estado de São Paulo.
Ao lado do irmão Walter Arno, Alfredo aplicou o dinheiro na Fábrica Nacional de Parafusos Santa Rosa que fabricava ferragens diversas, principalmente durante a I Guerra Mundial, abastecendo todo o mercado nacional, devido às dificuldades de importações da Europa. Após vender a fábrica a empresários ingleses, em 1930 tornou-se sócio da Casa Schill, uma das pioneiras no comércio de ferragens na afamada Rua Florêncio de Abreu.
Ambos os irmãos Schürig residiam em São Paulo, entretanto passavam os feriados e fins de semana em suas chácaras em Jacareí, onde Alfredo, homem pacato e bem humorado, conheceu e desposou Francisca de Siqueira (Chiquinha Schürig), moça da sociedade jacareiense. Desta união nasceram três filhos: Adelaide, Maria (Santinha) e Alfredo Filho.
O Mecenas
Além de milionário, Schürig era um homem generoso, presenteando Jacareí com alguns empreendimentos na área esportiva/cultural. Em 1920 construiu um campo à beira rio para o “Esperança Foot Ball Club” e um ano depois lançou a pedra fundamental da futura sede social na Rua do Rosário. Após a extinção daquele clube em 1933, o campo foi transferido para o “Ponte Preta Futebol Clube” e em 1942 a sede social passou a abrigar o Trianon Clube.
Cidadão benemérito, auxiliou a Santa Casa com importantes doações em dinheiro e equipamentos. Colaborou, também, com a Igreja Matriz e as Festas da Padroeira. Aos jacareienses mortos na Revolução Constitucionalista de 1932 doou o mausoléu localizado no cemitério municipal. Apesar de sua forte atuação no cenário municipal, sempre esteve longe das lides políticas, jamais aceitando ocupar qualquer cargo na administração pública.
A cidade, em agradecimento, em 10 de setembro de 1921 deu o seu nome à antiga Rua do Rosário, sendo também agraciado com os títulos de Cidadão Jacareiense e nomeado “Apóstolo da Caridade” por suas contribuições à igreja.
Na capital paulistana, Alfredo Schürig ficou conhecido por sua atuação junto ao Sport Club Corinthians Paulista, onde foi considerado um verdadeiro mecenas. Participou na construção dos dois primeiros estádios do clube, o primeiro na região da Ponte Grande. Em 1926 “emprestou” dinheiro para quitar dívidas pela aquisição de grande área no Tatuapé onde foi construído o Parque São Jorge e o estádio “Alfredo Schürig”, mais conhecido como Fazendinha. Presidente do clube na gestão 1930/1033, impulsionou as atividades poliesportivas, principalmente as regatas no Tietê, época que a âncora e os remos passaram a fazer parte do escudo do “Timão”.
Alfredo Schürig faleceu precocemente, em 30 de janeiro de 1941, aos 56 anos, no Hospital Santa Cecília, em São Paulo.




Jacareiense nascido em 1964, é pós-graduado em Negócios em Mídias Digitais, bacharel em Ciências Econômicas e Servidor do Judiciário Paulista. Ativo pesquisador da história da cidade, é autor do “Dicionário Ilustrado da Cidade”, criador do “Blog de Jacareí – Uma Viagem pelo Tempo” e do “Site de Jacareí – A Cidade em um Clique” além de administrador de grupos no Facebook como “Memórias de Jacarehy”, “Jacareí – Craques do Passado”, “Jacareí para o Mundo” e “Pelas Ruas de Jacarehy”, ferramentas virtuais de comunicação que permitem o aprendizado e o compartilhamento de histórias com seus mais de 60 mil seguidores.


A Residência Alfredo Schurig ainda existe, ou foi demolida ?
Boa noite meu amigo!!! Gostaria de saber mais sobre a Casa Branca ao lado do Elvira, atual espaço de eventos…
Verdade que foi residência do Sr. Arno?
Chácara para passar temporadas e finais de semana.
Parabéns Excelente trabalho sucesso sempre Deus te abençoe grandementeFernando Romero Prado
Parabéns Excelente trabalho sucesso sempre Deus te abençoe grandemente
Gostaria de ler a história do Dr. Pompilio Mercadante. Obrigada!!
Vamos providenciar. Continue nos acompanhando. Abraços
Maravilhoso trabalho. O Jacariense tem síndrome de vira-lata em relação ao Joseense. Eh excelente resgatar a história e colocar os devidos pingos nos i’s sobre a querida Atenas Paulista.
Como deram seu nome à rua do Rosário 1921, sendo que ele ainda era vivo?
Não havia esse impedimento legal naquela época;